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Saúde

A importância do uso de produtos e dispositivos que promovem sombreamento vem crescendo de forma vital em todos os países do mundo. Aqui no Brasil não poderia ser diferente, até mesmo por tratar-se de um país com grande incidência solar. Soma-se a isto o aumento na informação e na consciência da necessidade de proteção contra o câncer de pele, o mais letal em todo mundo.

Câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, dependendo da camada afetada, teremos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares; o mais perigoso é o melanoma.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer e o envelhecimento da pele. Ela se concentra nas cabines de bronzeamento artificial e nos raios solares.

O carcinoma basocelular é o tipo mais freqüente, e representa 70% dos casos. É mais comum após os 40 anos, em pessoas de pele clara. Seu surgimento está diretamente ligado à exposição solar acumulativa durante a vida. Apesar de não causar metástase, pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos.

Já o carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de câncer da pele, pode se disseminar por meio de gânglios e provocar metástase. Entre suas causas, esta a exposição prolongada ao sol, principalmente sem a proteção adequada, tabagismo, exposição a substâncias químicas como arsênio e alcatrão e alterações na imunidade.

O melanoma é o tipo mais perigoso, com alto potencial de produzir metástase. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoce. É mais freqüente em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia-se com uma pinta escura.

Para os brasileiros, pele bronzeada é sinônimo de beleza e saúde. No entanto, especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) advertem: a exposição ao sol de forma inadequada pode trazer inúmeros prejuízos à pele, além de ser responsável pelo câncer de maior incidência no Brasil - o da pele. As últimas estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2006, previram 122.400 novos casos da doença. Preocupada com esses números alarmantes, a Sociedade Brasileira de Dermatologia criou, em 1999, o Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele (PNCCP).

fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia.
http://www.sbd.org.br/publico/cancer/index.aspx

País terá mais de 460 mil novos casos no próximo ano

A Estimativa 2008 de Incidência do Câncer no Brasil revela que aproximadamente 470 mil novos casos da doença deverão ocorrer no país em 2008 e 2009. O tipo mais incidente será o câncer de pele não melanoma, com 115.010 casos a cada ano. Em seguida, vêm: câncer de próstata (49.530 novos casos), mama (49.400), pulmão (27.270), cólon e reto (26.990), estômago (21.800) e colo de útero (18.680). O anúncio foi feito pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), do Rio de Janeiro, durante o 2º Congresso Internacional de Controle de Câncer (ICCC 2007/INCA), realizado de 25 a 28 de novembro, marcando o Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro).

"O INCA elabora as estimativas de câncer no Brasil desde 1995 com o objetivo de orientar os gestores públicos nas ações de controle e prevenção do câncer”, afirma o diretor do INCA, Luiz Antônio Santini. “A dimensão da incidência da doença no país, que é projetada nas estimativas, evidencia como o câncer precisa ser encarado, definitivamente, como um problema de saúde pública. É justamente este esforço internacional que estamos fazendo no ICCC 2007.” Desde 2005, a divulgação das estimativas passou a ser bienal. Segundo Santini, a prevenção e a detecção precoce ainda são as formas mais importantes de controle do câncer. “Pelo menos um terço dos novos casos de câncer que ocorrem no mundo todos os anos poderiam ser evitados”, diz.

fonte: INCA - Instituto Nacional de Câncer
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=1793

Radiação Solar

Exposição Excessiva

No Brasil, o câncer mais freqüente é o de pele, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores diagnosticados em todas as regiões geográficas. A radiação ultra-violeta natural, proveniente do sol, é o seu maior agente etiológico.

De acordo com o comprimento de onda, os raios ultra-violetas (raios UV) são classificados em raios UV-C, em raios UV-A (320-400nm) e em raios UV-B (280-320nm). Em decorrência da destruição da camada de ozônio, os raios UV-B, que estão intrinsecamente relacionados ao surgimento do câncer de pele, têm aumentado progressivamente sua incidência sobre a terra. Da mesma forma, tem ocorrido um aumento da incidência dos raios UV-C, que são potencialmente mais carcinogênicos do que os UVB.

Por sua vez, os raios UV-A independem desta camada, e causam câncer de pele em quem se expõe a eles em horários de alta incidência, continuamente e ao longo de muitos anos. As pessoas de pele clara que vivem em locais de alta incidência de luz solar são as que apresentam maior risco. Como mais de 50% da população brasileira têm pele clara e se expõem ao sol muito e descuidadamente, seja por trabalho, seja por lazer, e o país situa-se geograficamente numa zona de alta incidência de raios ultra-violeta, nada mais previsível e explicável do que a alta ocorrência do câncer de pele entre nós.

Como se Proteger

As pessoas que se expõem ao sol de forma prolongada e freqüente, por atividades profissionais e de lazer, constituem o grupo de maior risco de contrair câncer de pele, principalmente aquelas de pele clara.

Sob circunstâncias normais, as crianças se expõem anualmente ao sol três vezes mais que os adultos. Pesquisas indicam que a exposição cumulativa e excessiva durante os primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele, mostrando ser a infância uma fase particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do sol.

O clima tropical, a grande quantidade de praias, a idéia de beleza associada ao bronzeamento, principalmente entre os jovens, e o trabalho rural favorecem a exposição excessiva à radiação solar.

Para a prevenção não só do câncer de pele como também das outras lesões provocadas pelos raios UV é necessário evitar a exposição ao sol sem proteção. É preciso incentivar o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre e evitar a exposição em horários em que os raios ultravioleta são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas.

Grandes altitudes requerem cuidados extras. A cada 300 metros de altitude, aproxima-damente, aumenta em 4% a intensidade da vermelhidão produzida na pele pela luz ultravioleta. A neve, a areia branca e as superfícies pintadas de branco são refletoras dos raios solares. Portanto, nessas condições, os cuidados devem ser redobrados.

Considerando-se que os danos provocados pelo abuso de exposição solar é cumulativo, é importante que cuidados especiais sejam tomados desde a infância mais precoce.

fonte: INCA - Instituto Nacional de Câncer
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=21